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Projetos de pesquisa

Exploramos a interseção entre a linguagem fotográfica e a saúde mental através de estudos científicos.

EM ANDAMENTO
Deitada no divã com a câmera na mão: análise teórica acerca das semelhanças e distinções entre fototerapia e fotografia terapêutica (2026)

O projeto investiga o uso da fotografia como recurso terapêutico no campo da saúde mental, considerando a crescente presença das imagens fotográficas na experiência cotidiana. Nesse campo, destacam-se as abordagens denominadas fototerapia e fotografia terapêutica, que compartilham o reconhecimento do potencial da fotografia para favorecer processos de autoconhecimento, expressão emocional, comunicação e ressignificação de experiências. O projeto busca compreender historicamente a constituição dessas abordagens e examinar suas aproximações, distinções e possíveis sobreposições, considerando os diferentes modos pelos quais a fotografia pode ser incorporada a práticas psicológicas e psicossociais. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de caráter qualitativo e exploratório, orientada por uma perspectiva hermenêutico-interpretativa. Serão analisadas obras fundamentais do campo, bem como produções de outros autores que contribuam para a compreensão de seus conceitos, pressupostos e práticas. Espera-se, ainda, favorecer a ampliação do repertório de práticas clínicas e psicossociais, estimulando a construção de intervenções que integrem recursos artísticos e criativos aos processos de cuidado, expressão e elaboração subjetiva.

CONCLUÍDO
A fotografia como recurso terapêutico: uma revisão integrativa de literatura (2025 - 2026)

Este projeto de pesquisa parte da premissa de que a fotografia, enquanto linguagem visual amplamente presente na cultura contemporânea, pode funcionar como um recurso terapêutico relevante em contextos clínicos, educativos e comunitários, ampliando o conjunto de funções desenvolvidas desde sua invenção. No campo da psicologia e da saúde mental, a fotografia tem ganhado espaço como ferramenta capaz de acessar aspectos subjetivos, promovendo autoconhecimento, expressão emocional e elaboração de vivências. Nesse contexto, pensar a fotografia apenas como arte ou registro documental é insuficiente, funcionando também como dispositivo de construção do self e de mediação de experiências emocionais. Embora a fotografia tenha sido utilizada terapeuticamente desde o século XIX, foi a partir da década de 1970 que sua aplicação clínica passou a ser sistematizada. Com destaque para o trabalho da psicóloga Judy Weiser, que cunhou o termo phototherapy, surgem duas abordagens principais: a fototerapia, conduzida por profissionais de saúde mental como técnica auxiliar ao processo clínico; e a fotografia terapêutica, caracterizada por produções fotográficas autodirigidas com fins de autoconhecimento e expressão emocional. Apesar do crescente interesse no uso terapêutico da fotografia, os estudos sobre o tema permanecem dispersos e pouco sistematizados, o que dificulta o acesso a evidências organizadas sobre os efeitos, possibilidades e limitações do uso terapêutico da imagem fotográfica. Esta pesquisa objetiva conduzir uma revisão integrativa da literatura, reunindo e analisando criticamente os estudos existentes para mapear as aplicações terapêuticas da fotografia, seus fundamentos teóricos e metodológicos, e os resultados obtidos em diferentes contextos de atuação. Espera-se que a revisão possibilite uma visão ampla, crítica e fundamentada do uso terapêutico da fotografia, destacando seus benefícios, limites e potencialidades.

CONCLUÍDO
O papel da arte na formação em psicologia: um estudo curricular descritivo (2024 - 2025)

A formação em Psicologia no Brasil tem sido amplamente estudada e discutida em ambientes acadêmicos, desde antes da sua institucionalização em universidades e faculdades. Em 2023, com a Resolução n 1/2023 do Conselho Nacional de Educação, as diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação em psicologia (DCN/Psi) foram reformuladas para atender aos anseios da categoria de psicólogos e das entidades preocupadas com a qualidade da formação, sempre questionada pela literatura especializada. Com as tímidas mudanças implementadas com o novo marco, há o reconhecimento de que as DCN/Psi se mantêm como referencial adequado à contemporaneidade e aos desafios da formação, tendo sido necessários apenas alguns ajustes para a garantia de uma formação de qualidade. Nesse sentido, o presente projeto de pesquisa volta sua atenção à função da reflexividade para o desenvolvimento de competências próprias para a atuação psicológica. Para tanto, busca analisar a figuração da arte, dos processos criativos e de métodos interventivos baseados em linguagens artísticas (MIBLAs) na formação em psicologia no Brasil. Noutras palavras, interessa saber de que forma, e com que propósito, a psicologia da arte, a discussão artística ou os processos criativos são abordados teoricamente ou utilizados metodologicamente na formação em psicologia, com particular atenção ao potencial da arte para o desenvolvimento da capacidade reflexiva. Trata-se de pesquisa documental que analisará os PPCs de graduação em psicologia no Brasil, conduzida em perspectiva híbrida, à linha da integração metodológica proposta. Espera-se, desse modo, que os resultados de pesquisa forneçam insights valiosos para a compreensão do complexo processo de formação, auxiliando na construção de processos de ensino-aprendizagem mais eficazes e constituam fonte relevante de conhecimento para a discussão mais ampla da formação no país.

Publicações

Em breve...

Recrutamento de Participantes

Convidamos pessoas interessadas em contribuir para a ciência e para a compreensão da saúde mental através da fotografia a participarem de nossos estudos e vivências práticas.

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